Existe diferença entre testador e analista de testes ?

Bom eu acho que não ! Porque na minha opinião os dois estão aptos a fazer a mesma coisa, eu li em alguns lugares que normalmente o testador é aquele que só executa os testes não escreve eles, já o analista de testes escreve os testes, executa e muita mais. Achei essa definição ultrapassada porque acho que hoje o Tester ou testador ou analista de testes, ou seja lá o que for, faz a mesma coisa, e no final o objetivo de todos é o mesmo encontrar os BUG’s. Gostaria de saber a opinião de vocês :D

@allan_tester said:

alguns lugares que normalmente o testador é aquele que só executa os testes não

títulos existem para segregar pessoas e funções …também é a forma rasa de você oferecer uma “progressão” na carreira de qualidade de software.
;0) somos todos testadores, somos todos desenvolvedores.

@Leonardo-Galani boa ! Concordo Leonardo !

Na minha opinião, não há diferença na prática. Seria apenas uma nomenclatura organizacional (definição de cargo) e varia de empresa para empresa.

Patrícia Gonçalves

Acho que essa divisão só vale para parte “burocrática” . Na minha visão não vejo diferença nenhuma. Vejo pessoas motivadas e pessoas não motivadas…

Bom, atualmente sou Analista de Qualidade e escrevo códigos voltado a testes, organizo casos testes, e faço testes, automatizados ou não e etc. Mas existem aqui na minha equipe, os testers ou testadores, que não escrevem código mas sim fazem apenas fazem testes nos sistemas, que no fim de tudo temos a função de encontrar bugs…

Como o pessoal já disse, creio ser algo mais burocrático mesmo, só para dar a idéia de “olha, ele está crescendo dentro da empresa…”

Na empresa que trabalho o Analista de Teste é o cara que apenas elabora casos de teste para serem automatizados pelo tester, e também supervisiona os erros encontrados pelo cliente com o intuito de avaliar se merecem ser automatizados.

Tester

Acredito que não há diferença. Analista de teste maioria das vezes tem que fazer papel de testador pelo menos nas empresas que passei onde a única diferença é a valorização do profissional.

Bom em teoria tem diferença sim, o testador seria a pessoa que executar os casos de testes elaborados, o analista seria a pessoa que iria analisar as regras de negocio do sistema e escrever os casos de testes, não só analisar como participar das reuniões do projeto, para entender o problema. Na prática tanto o testador como analista podem trocar de papel, assim eu fazia em uma fábrica de software que seguia o modelo tradicional. É claro que a empresa tinha CMMI e ISO2700, não são todas as empresas que tem todos os papeis detalhados no seu processo.

Olá pessoal!
Ainda existe. Mas temos que olhar o contexto histórico para entender.

No contexto “antigo” (waterfall, rup e afins)
Existe diversas divisões pensando em processo de fabricação de software (modelo bem antigo, pra alguns errado, mas que existe). Cada papel, contando com anos de experiência no assunto, tem certas tarefas. Por isso é comum ver, pelo menos, a figura do:

  • Testador: apenas recebe um documento de Caso de Teste já pronto e executa em datas e alvo (sistema) definidos. Também vai reportar os bugs que encontrar e detestar quando o mesmo for corrigido
  • Analista de Teste: planeja os testes, elabora os casos de teste e acompanha o progresso da execução de teste

No contexto atual (ágil)
Não existe mais divisão para dar a velocidade na entrega (com valor) para o cliente final. O testador (termo comumente utilizado dentro do time) faz tudo: planeja, cria casos de teste (em formato mais direto), automatiza, acompanha ao todo a qualidade produto.

Sobre o mercado
O mercado utiliza os termos com distinção de atividades porque algumas empresas anda trabalham no modelo tradicional. A empresas que trabalham nos moldes ágeis geralmente anunciam vagas como testador.

Abraços!

@Elias-Nogueira Concordo com vc Elias, como citei no comentário modelo tradicional, mas ainda existe muitas empresa no brasil e no mundo que trabalham com o modelo tradicional, o que mais vejo muito por aí não é o modelo ágil, mas o modelo ágil conturbado, partes do modelo ágil e partes do modelo tradicional, como você citou geralmente elas anunciam vaga de testador, basta você ver no linkedin, as divisões junior, pleno, senior, engenheiro, automatizador, ainda são 70% das vagas anunciadas.

Só para explicar uma coisa, como Elias Nogueira citou pra “Pra alguns errado”, no meu ponto de vista, não é errado, é o modelo de processo que a empresa segue, no meu caso era o Proceso Unificado De Rational (RUB), processo da IBM. Eu mesmo na época tirei o certificado RUP, como dizia na época as caixinhas eram bem definidas, as atividades eram bem definidas e seguida a risca. De certa forma a empresa era um pouco engessada, e pouco flexível, por isso surgiu o modelo ágil, eu me lembro na época de faculdade nem era citado o modelo ágil, somente em 2010 quando fiz pós-graduação em Engenharia de Software que eu ouvia falar em modelo ágil.

@Reinaldo Só lembrando que Agile existe desde o final da década de 90 (época que nasceu o XP - Extreme Programming).

Na faculdade também não vi falando de Agile com a importância que deveria, mas pelo menos tinha uma eletiva exclusivamente sobre isso. Não chegar a citar Agile é meio estranho, porque o próprio livro do Pressman, que é bem comum nas disciplinas de Engenharia de Software, cita métodos ágeis, desde os mais antigos como o Crystal e FDD até o Scrum.

@stefanteixeira Stefan, não citei datas e nem que uma era mais antigo que o outro, o que tentei explicar que nesse tempo no brasil era pouco disseminado nas faculdades o modelo ágil e nem era exclusividade na época, modelo tradicional era 90% da empresas, é claro que concordo com vc quando diz que já existia os modelos, mas a realidade das empresas de desenvolvimento de software que estou falando.

História (Wikipedia)

As definições modernas de desenvolvimento de software ágil evoluíram a partir da metade de 1990 como parte de uma reação contra métodos “pesados”, caracterizados por uma pesada regulamentação, regimentação e micro gerenciamento usado o modelo em cascata para desenvolvimento. O processo originou-se da visão de que o modelo em cascata era burocrático, lento e contraditório a forma usual com que os engenheiros de software sempre realizaram trabalho com eficiência.

Uma visão que levou ao desenvolvimento de métodos ágeis e iterativos era retorno a prática de desenvolvimento vistas nos primórdios da história do desenvolvimento de software [1].

Inicialmente, métodos ágeis eram conhecidos como métodos leves. Em 2001, membros proeminentes da comunidade se reuniram em Snowbird e adotaram o nome métodos ágeis, tendo publicado o Manifesto ágil, documento que reúne os princípios e práticas desta metodologia de desenvolvimento. Mais tarde, algumas pessoas formaram a Agile Alliance, uma organização não lucrativa que promove o desenvolvimento ágil.

Os métodos ágeis iniciais—criado a priore em 2000— incluíam Scrum (1986), Crystal Clear, Programação extrema (1996), Adaptive Software Development, Feature Driven Development, and Dynamic Systems Development Method (1995).

@Reinaldo Sim, nas faculdades ainda não abordam Agile tanto quanto deveriam, mas isso tá melhorando :)

O que falei foi pra mostrar que Agile é algo que existe há mais de 15 anos, como resposta a modelos ultrapassados como o RUP e Waterfall, e infelizmente ainda vemos muitas empresas vivendo na Engenharia de Software dos anos 80. É triste, mas é a realidade.

O lado bom é que o Brasil tem gente MUITO boa em Agile. A Knowledge21, por exemplo, faz consultorias regularmente até em empresas nos EUA e em países da Europa.

A Universidade Positivo em Curitiba, tem uma pós-graduação 100% voltada pro ágil em testes, é uma faculdade pioneira em curitiba, não é toa que ela esta entre as 10 melhores particulares no Brasil. Eu recomendo o curso!

http://www.up.edu.br/pos-graduacao/testes-de-software

Voltando ao tema do tópico… Na minha opinião, uma das atividades da pessoa analista é a realização de estudos com o objetivo de encontrar o melhor processo. Atualmente, nos processos voltados a qualidade, se um Analista de Testes não executa suas tarefas com o objetivo de prevenir defeitos eu considero ele um testador, não menos importante, aquele que trabalha para encontrar e não para prevenir falhas.

Ferno
CTFL, CSM e só!

Concordo com vc Ferno, no meu ponto de vista a Palavra Testador, tinha que ser mudado pra Analista de Testes, pois ela já esta associada na mente das pessoas que é só o cara que executa testes, mas na verdade o cara faz de tudo um pouco.

Analista de Teste e Testador são papéis dentro de um projeto e não um cargo.

Eu sou contratado como analista de teste, porém, as vezes assumo papel de analista de teste e outras vezes papel de testador. Segundo a literatura tradicional, Analista de teste é quem faz os casos de teste e Testador é quem executa o teste.
No ágil é tudo Testador, assim como o time é todo composto por desenvolvedores. Não existe analista de negócios, pois os programadores também conversam com os clientes.

Na minha opinião, os papéis existem e sempre existirão, pois eles delimitam um escopo de tarefas. Mas isto não quer dizer que uma pessoa com um papel não possa, em determinada situação, assumir um outro papel. Uma pessoa que automatiza testes é um belo exemplo disto. Ele é um testador ou um programador? Neste caso acumulam dois papeis e ao mesmo tempo!

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