Sobre: "houve muita conversa sobre Ferramentas e pouco sobre Teste"



  • @stefanteixeira Respeito sua opinião, mas prefiro ficar James Bach, Michael Bolton, Jerry Weinberg…que tratam o Teste de Software de uma forma inteligente, como uma atividade cognitiva complexa, do que resumir toda essa riqueza em algo frio como uma ferramenta. Se você está fazendo somente “AUTOMAÇÃO”, você possivelmente não está sendo muito útil, porque o seres HUMANOS não se comportam de forma algorítmica.


  • MVP

    @marioramos18, acredito que o nível que queira chegar de discussão seja uma coisa mais “conceitual” e menos “ferramental”. Ok, entendo. Mas sobre o feedback que passou do evento, é preciso ter em mente que foi feito de profissionais da área para profissionais da área. O dia a dia de um profissional não deixa muito espaço para ser somente conceitual (ou usar mais o seu tempo para isso.) . Esses profissionais usam seu tempo para ver/testar/usar/divulgar mais como conseguem resolver os desafios do dia a dia do que trazer algo mais conceitual. E não tem nada de errado nisso. Nem um pouco. Só acho que ficar frustrado com a % de conceitual vs ferramental , em um evento totalmente que é vísivel montado para conversas sobre o dia a dia de um profissional da área (um dos focos é a troca de conhecimento com o outro…), é meio que se decepcionar com um filme , de fatos reais, esperando que tenha um desfecho diferente.
    Veja bem, acho o seu feedback válido. Eu acho que é preciso ter em mente que esse tipo de conversa, conceitual, é uma coisa que podia ser “puxada” pela parte Acadêmica (pelo menos na minha visão, claro…).
    Acho que lá poderia acontecer eventos onde até teriam capacidade de explorar mais tópicos como o que sentiu falta.
    Sobre o ATC, ele mesmo falou do que se trata:

    O ATC - Agile Testers Conference é um evento sem fins lucrativos cujo principal objetivo é promover a troca de experiências entre os profissionais de Teste de Software e Qualidade do Brasil.

    PS: Nesse tempo que trabalho com testes, já vi algumas pessoas tentarem fazer eventos mais conceituais, e não acontecerem por falta de quórum (Complicado né?). Talvez é algo a refletir sobre a nossa área. Será que na estrutura da engenharia de software, não estamos estacionados na evolução “das coisas”?



  • Minha opinião hoje é que um QA/Tester/Analista de Testes não pode mais se dar o direito de apenas testar, cada vez mais as empresas tem procurado profissionais multidisciplinares, com ferramentas o profissional reduzirá o tempo para realizar suas atividades e com isso será possível realizar outras atividades no projeto/time. Quanto ao evento não pude participar, mas pareceu um evento legal e a visão do evento já estava bem definida. Concordo com o @stefanteixeira quando ele diz que quer ver profissionais de testes cada vez mais qualificados e aprendendo coisas nova, mas não podemos deixar de lado nossa skill principal que é de teste.



  • Não entendi o tom tão agressivo dos comentários e posts. O evento, desde o início, tinha um assunto bem definido e, como já postaram, estava aberto para críticas e sugestões.
    Minha visão, como HUMANO e que PARTICIPOU do evento (não apenas assisti pela internet ou julguei por ouvir falar de algo). O evento foi um mix de conceitos e de divisão de experiências. TODOS exibiram a solução de problemas (seja utilizando ferramentas, planejamento e gestão, mudança de perfil profissional com foco na evolução contínua da área) e, com base em CONCEITOS, sim, apresentou a solução com auxílio de ferramentas e BOAS PRÁTICAS de uso dessas ferramentas. Foram além do “Como criar casos de testes no Excel”, “Como evidenciar erros no Word e abrir no Mantis”. Mostraram a importância da evolução contínua na nossa área (como ocorre em toda e qualquer área de tecnologia) e apresentaram cases de sucesso para resolver problemas que podem ser usuais à qualquer profissional da área.
    Com base em suas críticas, gostaria de ler algo sobre o que você acha relevante, não apenas citar nomes de pessoas, mas criar algo que, de fato, tenha valor agregado à comunidade.
    <ironic> @Leonardo-Galani, sugiro você montar uma palestra sobre os padrões de documentos de testes que você tem, crieo que se enquadra no assunto </ironic>

    Abraços.



  • @Leonardo-Galani
    1 - R: Concordo com vc! Talvez n tenha sido o local mais adequado. Mas eu vi os slides e pude perceber o assunto debatido.

    1.1 - R: É uma boa ideia! Mas infelizmente n tenho tempo no momento para escrever.

    2 - R: Simplista? sim, realmente simplista fazer um evento de Teste de Software (algo tão amplo) para falar basicamente de ferramentas. N sou essa pessoa que vc insinuou que só fica no "Teste Manual, e mesmo que fosse, ainda sim criticaria o evento ou só pode criticar quem automatiza? n entendi!

    2.1 - R: Particularmente eu acredito que vc seja mais um Desenvolvedor do que propriamente um Tester ou tem um conhecimento limitado, por isso n consegue falar de Teste sem mencionar ferramentas.

    3 - R: Se vc n concordou com exemplo, ok! Sinceramente n sei o que são debatidos em conversas e eventos focados em código, até pq, como um Tester, eu foco minhas energias em assuntos relacionados a Teste. Deixo o meu conhecimento em código para criar minhas próprias ferramentas.

    Sei que vc tem boa intenção Galani! Só temos opiniões bem diferentes.


  • ADM

    @marioramos18 acho que pra pautar melhor a discussão seria legal falar um exemplo do que você está propondo.

    Acho que todo mundo já disse que o propósito desse evento era ser diferencial dos outros eventos de teste e trazer assuntos mais avançados da área.

    O que você chama de conhecimentos e habilidades de teste que são mais relevantes? Acho que assim a discussão fica mais pautada.

    Estou na área fazem cerca de 5 anos e estou mudando de emprego agora, tanto na empresa atual quanto na futura me foram exigidos sólidos conhecimentos de desenvolvimento e ferramentas (inclusive a primeira etapa do Processo Seletivo é um desafio de programação). As empresas que me convidam pra palestras também tem pedido bastante isso.

    E mesmo falando tanto assim desses assuntos as empresas ainda tem dificuldade em automação de teste, Continuous Integration, Continuous Delivery e DevOps (de novo, baseada na minha experiência profissional, as empresas que eu visito e as comunidades que coordeno).

    O que o @Ramses-Saccol-de-Almeida disse da Academia eu super concordo também, de eles fazerem essa ponte entre a conceituação e a prática (focado em problemas de mercado por favor).

    Então é isso, acho legal você citar um tema que ache relevante nesse quesito (dentro de um cenário comercial se possível)



  • @marioramos18

    É impossível fazer automação sem testar, isso é óbvio. Testes exploratórios são importantíssimos e são onde o tester irá atuar de forma mais “inteligente”. Só que todo esse escopo de testes exploratórios é só uma pequena parte diante da infinidade de coisas que temos hoje em dia em Engenharia de Software.

    A sua resposta foi exatamente o “endeusamento” da área que é dado por esses autores. Eu prefiro ser realmente crítico e ter a consciência de que nosso papel é importante, porém não é indispensável, e que temos que ser úteis de outras formas também (o que entra no âmbito das tendências que já mencionei várias vezes).

    Vejo muito lero-lero desses autores e pouca contribuição para o mundo real, diferente de autores realmente relevantes como a Lisa, Janet, Gojko Adzic e Alan Richardson, por exemplo. Não espere do ATC discussões parecidas com as que esses autores fazem todo dia, e que não levam a nada, além de flamewar inútil (já vi vários dignos de vergonha alheia).



  • Eu confesso que ainda não consegui entender muito bem o exemplo e ponto de vista do @marioramos18. Será que você poderia exemplificar? Se preferir me enviar uma mensagem direto não tem problema :)

    Minha opinião sobre ferramentas é que elas servem para nos auxiliar e aplicamos conceitos de desenvolvimento de software (Qualidade faz parte) e melhorar o nosso trabalho, mesmo utilizando uma ferramenta não podemos deixar de utilizar nossa inteligência (Pensar como iremos aplicar da melhor forma possível). É meio estranho “abominar” ferramentas e trabalhar na área tecnológica, afinal o computador hoje faz muitas vezes as tarefas que fazíamos manualmente haha

    Semana passada aconteceu o O’Reilly Software Architecture Conference (http://conferences.oreilly.com/software-architecture/engineering-business-us), com pessoas conceituadas da área tecnológica e vários assuntos discutidos no evento também estiveram lá. Acho que isso é um bom sinal para ver o nível das apresentações.

    Gosto destas discussões, mesmo com algumas pessoas passando um pouco do ponto hahaha.





  • @Leonardo-Galani Vc achava que o “bonde do t-rex” era influente negativamente… imagina esse bonde do “bach”… BEM pior, tá fazendo gente viver em uma realidade paralela.



  • Não vou criar textão, mas acho que é fácil entender minha opinião…

    Estou na área de testes há 6 anos. Nestes 6 anos já li/participei de muitos assuntos sobre o básico do teste, que é: pirâmide de testes, ISOs, IEEEs, documentações, gestão de risco, competências de um testador e etc.
    Agora, com 6 anos na área, não preciso de mais palestras sobre estes assuntos, pois acho que já consegui pegar o básico. E quando a gente passa a fase do básico, o que a gente faz? Vamos para o intermediário e avançado. Este avançado eu encaro ser a parte ferramental. As ferramentas estão aí para nos ajudar, e o próprio computador é uma destas ferramentas. Tenho certeza que muitas pessoas contratadas para organizar arquivos em papel também ficaram raivozas com a chegada do computador, que já faz tudo isso, mas tiveram que se adaptar. Hoje ninguém contrata alguém que não saiba o “windows/word/excel/powerPoint”.


  • ADM

    Como motivador de parte desta discussão vou dar meus 50 cents!

    Sinceramente eu ainda não consegui entender o que o @marioramos18 quis dizer, de repente para ficar mais claro para todos, ele poderia então nos informar uns 3 tops temas que ele gostaria de ver em palestras. Talvez assim conseguiríamos entender de maneira mais pertinente as suas considerações.

    Todo e qualquer evento tem sua contribuição para a comunidade, tem aproximadamente 3 anos que resolvi participar mais da comunidade, frequentando eventos, escrevendo em blog, respondendo lista de emails e até fui e ainda sou organizador de um evento. MTC

    Este ano em especial eu fiz uma resolução de ano novo, parar de reclamar e criticar atividades de comunidade e fazer mais por ela. Claro que parte de nossa missão é dar feedbacks positivos ou negativos com intuito de contribuir de alguma forma, crescendo profissionalmente e ajudar as pessoas a crescer.

    Pensem um pouco nisso!



  • @stefanteixeira Totalmente desnecessário falar isso, está sendo altamente tendencioso citando autores que idolatram ferramentas assim como vc. E que são os mesmo que saem vendendo cursos de automação depois. N tenho o menor problema com ferramentas, como já citei anteriormente, inclusive uso algumas. O problema é esse fascínio exagerado de pessoas como vc que só falam de ferramentas (influenciando pessoas que estão começando na profissão a pensar dessa forma) e minimizam algo extremamente complexo como Teste de Software a isso (isso é viver em uma realidade pararela) e que parece n ter mais nada a acrescentar na área.



  • @marioramos18 disse em Sobre: "houve muita conversa sobre Ferramentas e pouco sobre Teste":
    […] influenciando pessoas que estão começando na profissão a pensar dessa forma […]

    Mas o evento não foi feito para quem está começando na profissão. Desde o início o público alvo foi bem definido, que são as pessoas que já estão na área e que buscam tópicos mais avançados. Os eventos já estão saturados de tópicos básicos e este evento foi feito para ser um diferencial.

    Mas faço o mesmo pedido que já foi feito acima. Mostre assuntos que não sejam sobre ferramenta, e que, mesmo assim sejam assuntos importantes, que mesmo pessoas que já tem experiência precisam aprender sobre. Assim poderia ser colocado em eventos futuros :)


  • MVP

    Achei que esse 'gigante" estava abatido, mas o assunto voltou a tona depois de alguns muitos meses sem ao menos fazer cerimônia. Dando alguns centavos ai.

    1. Eu conheço o Galani e sei o quanto ele se dedicou/dedica para que o portal AT seja o que é hoje, assim como tenho certeza o quanto ele perdeu noites para que o evento fosse um sucesso, e creio que tenha sido (infelizmente minhas atividades atuais não permitiram nem ver o streaming). Falo isso sem soar como puxa saco até porque eu e ele já tivemos discussões bem mais feias que essa presente e estamos ai. Respeito é tudo e acho que falar que promover um evento seja algo simplista é uma ofensa a qualquer iniciativa na área de tecnologia da informação e fere a ética da Engenharia de Software.
    2. Vi o conteúdo das palestras e o conceito aplicado por trás delas só facilita o trabalho de um tester (moderno ou da velha escola);
    3. Acredito que não houve nenhuma que falou sobre TestLink ou Mantis ou Bugzila que essa velha escola tanto idolatra, ou mesmo falar de templates de Plano de Testes, ou até mesmo de alguma ferramenta comercial afim de vender seus produto através de um Hello World.
    4. Se eu tenho algo contra quem pensa assim? Não!! Mas conheço testes para conseguir trabalhar em qualquer contexto. Eu por exemplo sei de cabeça ISO29119 pois trabalho na reescrita dela e a comissão está olhando para conceitos mais atuais assim como sei automação em algumas frentes, assim como não conheço Ops mas ta no Todo e nem por isso saio por aí metralhando os eventos da Amazon .
    5. Já tive bloqueios com relação a coisas atuais e esses bloqueios faziam eu ter opiniões assim como a sua @marioramos18 e é totalmente normal defender uma bandeira como vc está defendendo! Mas a crítica tem que vir com embasamento (aprendi a duras penas isso) e não apenas por querer falar mal e atacar. Falou de ferramentas? Aí que você se engana … falaram de conceitos e esses conceitos são aplicados a uma ferramenta e fazer os testes fluírem. Ter seu mundinho waterfall e ficar agarrado no Base de Conhecimento em Testes de Software Ok, também é uma saída, aplicar conceitos de análise de pontos de função também, aplicar conceitos de testes manuais no fim do ciclo de desenvolvimento e vibrar com os bugs, também OK, é sua realidade, é funcional? Talvez … eu vim do RUP e sei bem o quanto isso NÃO da certo, pois sempre que atuei com RUP eu fazia mais de 200 horas por mês numa consultoria. Mas até ai … é seu contexto!
    6. Por último, Paz nas comunidades.


  • @thiagompereira @Bruno-Fernandes @Fred-Moreira Pessoal, n quero atacar ngm e muito menos ser atacado. N pensei que um mero comentário alcançaria essa dimensão. O que desejo é dar alguma contribuição na nossa área e ponderar algumas coisas. Vou procurar me policiar e n criar comentários que possa ofender algm aqui na comunidade. Pelo que senti, tenho uma opinião muito diferente da maioria aqui sobre Teste de Software, diferentes opiniões são essenciais para o crescimento de qualquer área. Há pedidos, o que sinto falta aqui e eventos de Teste em geral é conversar mais sobre o conjunto de habilidades que um Tester altamente qualificado precisa alcançar. Na minha opinião Teste de Software é uma atividade cognitiva social complexa, que requer habilidade, conhecimento tácito, e muitos tipos de experiências se queremos que as pessoas realmente o façam bem. No entanto, Teste é complicado de explicar, mais precisamente porque muito do que os Testers qualificados fazem envolve conhecimento tácito, e não explícito, que são aprendidos pela prática e pela imersão em uma cultura, não a partir de documentos ou outros artefatos. Acredito que para alcançar essas habilidades, devemos transpor barreiras que irão além do acreditamos necessário para ser um bom Tester, isso envolve estudar desde Pensamento Crítico até áreas da Psicologia para n ficar refém de várias vieses e armadilhas do nosso pensamento. Vou citar alguns temas de estudo que eu MARIO RAMOS acredito serem essenciais (além de ferramentas) e que poderiam ser abordadas em eventos de Teste sem problemas.

    Dissonância cognitiva
    Confrontando complexidade
    Observação vs Inferência
    A importância de habilidade em Teste
    O que você acredita pode não ser verdade
    Ilusões cognitivas (ou como sua mente prega peças em você)
    Teste emocional
    O que é intuição?
    Falácia da Intuição
    Testes e Ciências Sociais
    Usar sistemas de pensamento
    Heurísticas para tratar problemas de Teste
    Quanto você pode se dar ao luxo de perder falhas?
    Auto-aprendizagem
    Mentoria e Coaching em Teste
    O que é pensamento crítico?
    Lidar com os problemas de um oráculo difícil
    Pensando automático
    Argumentos críticos
    O raciocínio dedutivo e indutivo
    Preconceitos e falácias
    Características de um pensador crítico.
    Técnicas para ajudar o pensamento Crítico
    Pensamento e Testes criativo e crítico
    Paixão e motivação em Teste
    Motivação da equipe
    Conhecimento tácito e explícito (o que pode e o que n pode ser automatizado)
    Contraste entre teste com script e Teste Exploratório
    Descobrir o papel da repetição na estratégia de Teste…
    Como lidar com a pressão social em uma equipe com o número maior de desenvolvedores



  • Vou deixar aqui meus 5 cents sobre essa discussão!
    Respeito as duas frentes sejam as conceituais quanto as ferramentais, pois passei por ambas.
    Durante um bom tempo estudei conceitos da área de teste, para depois me envolver com o ferramental, que nada mais é que a aplicação do conceito na prática.

    Concordo com a necessidade de evoluirmos características humanas como até descrevi num post sobre soft skills para testers http://agile.pub/assuntos-diversos/as-5-maiores-soft-skills-para-um-agile-tester/. Entretanto, quando atuamos com agilidade nos priorizamos a necessidade do cliente, e muitas vezes na minha opinião não possuiremos tempo para aplicar todos os conceitos que estudamos da área, e a forma pela qual conseguimos otimizar e aplicar mais, é por meio da automatização e do uso de conceitos como Teste Exploratório.
    Logo como já dito, o evento abordou necessidades atuais do teste de software e querendo ou não devemos usar ferramentas, até pelo fator de negócio e custo, pois isto se torna decisivo entre você ter o projeto ou o concorrente ter. Ressaltando tudo isto no conceito de projetos ágeis, se em outras metodologias tradicionais os clientes encontram-se satisfeitos que bom pra eles :).

    Por fim, espero que acima de tudo saibamos nos colocar sempre no lugar do próximo e agir de forma respeitável…