Definir e implementar uma estratégia de validação Ágil

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Estabelecer o processo de validação

O aumento da transparência, necessidade de conduzir resultados, definir e implementar uma estratégia de validação, ou seja, definir quem estará participando, quando será realizado, como será feito e o que precisa ser feito, são fatores chave na transição para metodologias ágeis. Por exemplo, as atividades de validação do software ocorrerão em reuniões de revisão, realizadas pela equipe de desenvolvimento e PO, através de testes de aceitação, necessitando portanto a preparação de um ambiente de homologação.

Estabelecer o ambiente de validação

Trazendo o cliente para perto e fazendo com que entenda as atividades de teste e que ele próprio é o principal fator de sucesso. A participação do cliente de forma mais efetiva, faz com que o software tenha o que realmente o cliente deseja, produtos para validação. Sem o conhecimento apropriado dessa realidade, algumas formas de gerenciamento criam novos problemas, um deles é a produtividade sem resultados imediatos, algumas técnicas e decisões solucionam a primeira categoria de riscos.
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Seguindo o processo ágil corretamente dentro do projeto, traz a multidisciplinaridade e as entregas mais focadas na necessidade do cliente, os analistas de teste irão fazer a validação com alguns processos: Matriz de Rastreabilidade (onde corresponde os casos de teste com a lista de características do produto, features), Planejamento, Especificação, Execução, Ciclo de Bugs e Relatório Final, sem esquecer de incorporar o desenvolvimento do teste funcional automatizado às sprints, levando em consideração que você trabalha com metodologias ágeis.

Outra definição para implementação de uma estratégia, é quando carregamos a bandeira da agilidade e trazemos novidades para a empresa, não atuam apenas no time, mas na organização como um todo, onde tem times com múltiplos clientes no desenvolvimento de novos produtos, exemplo: implantar o ágil não só em software, mas em equipes de hardware, certificações, automotivo, ERP, etc., eles não sabem como podem melhorar o processo, mas depois que conhecem as vantagens os times podem melhorar como especialistas com frequentes demandas, a equipe compra a ideia de implementar.

**Aumento da transparência **

Maior transparência conduz automaticamente resultados de negócios quantitativos, o time fica mais entrosado e gera menos stress, são fatores fundamentais para a transição de uma estratégia de validação ágil. Esta transição exige uma mudança de paradigma em testes e requer processos ágeis para ser acoplado com ferramentas certas, para a construção de inovações é preciso o auxílio dos serviços de teste para atender às datas-alvo. Essa transparência acaba criando uma equipe multiprofissional qualificada como técnica de teste, teste orientado para negócios, performance e automação, está equipe será aproveitado em vários projetos.

Esta maturidade e iteração dentro da equipe irá transformar requisitos imprecisos em codificados, e testados, adicionando uma ou mais pequenas características para completar um conjunto de funcionalidades relacionadas ao projeto. Esta iteração deve ser estendida para o cliente, pedindo para que tenha o máximo de flexibilidade na definição de prioridades, esta combinação de características acaba alcançando o objetivo do cliente, o projeto consegue ter outras fases, bem como novos projetos. Estes feedbacks com o cliente tornam-se em planos ajustados, ou se preferir, redução precoce da incerteza final, assim, novas ideias surgem e mudanças acontecerão.

Todos estes princípios trazem valores de negócio e rentável, software de alta qualidade que encanta os clientes, eles acabam ficando bons em articular seus requisitos, podemos chamar isso de antecedência de clareza, os especialistas dentro da equipe podem determinar a priorização e clareza para os próximos projetos.

Ter um contrato ágil com o cliente

Outra manobra a ser implementada é apresentar o Scrum para o cliente, vejo vários projetos que as pessoas não estão satisfeitas porque a equipe é ágil, mas o cliente não, e portanto, eles não têm qualquer contexto no qual colocar suas apresentações de Sprint. Antes de iniciar um projeto Agile, você deve garantir que o cliente entende tanto Agile como o quadro específico que vai usar e compartilhar a visão do projeto através de alguma ferramenta de board que seja On Demand, será uma maneira simples e poderosa para alinhar o pensamento de todos, trazendo a tona os diferentes pontos de vista.

Agile significa estar se esforçando para entregar o máximo de valor possível em um determinado período de desenvolvimento, isto para o cliente pode causar problemas quando, mesmo que o projeto tem sido bem sucedido a partir de uma perspectiva de valor, o customer achará que as características certas não foram entregues. A resposta é dupla. Em primeiro lugar, uma comunicação eficaz de valor é crucial. Em segundo lugar, não deve tentar encaixar-se no modelo de um contrato padrão. É um processo de aprendizagem que será diferente para cada cliente, mas é imperativo para chegar a uma forma descrevendo o que está entregando sem explicitamente detalhar na contratação de características especificas (isto é, afinal, um dos princípios originais do manifesto Agile). O lado positivo, isso força a ter conversas com o cliente sobre o que é exatamente o Agile e como a equipe estará trabalhando antes de qualquer trabalho realizado.

Oscar Correia – Engenheiro de Testes no Fit - Flextronics
– Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas
– Contribuindo no Project management
– Certificação: CSM (Certified Scrum Master)
– Palestrante orientado a evento de Qualidade de Software e Scrum Gathering
– Escritor contratado pela editora Tate Publishing, USA

“Seguindo o processo ágil corretamente dentro do projeto, traz a multidisciplinaridade e as entregas mais focadas na necessidade do cliente, os analistas de teste irão fazer a validação com alguns processos: Matriz de Rastreabilidade (onde corresponde os casos de teste com a lista de características do produto, features), Planejamento, Especificação, Execução, Ciclo de Bugs e Relatório Final, sem esquecer de incorporar o desenvolvimento do teste funcional automatizado às sprints, levando em consideração que você trabalha com metodologias ágeis.”…

Perai, agora me perdi um pouco.
Tem como falar mais sobre esse trecho do teu texto?

@Ramses-Saccol-de-Almeida tudo bem? obrigado por seu comentário. Em resumo este parágrafo quer dizer: seguindo o processo ágil correto e a equipe de teste agir no começo do projeto usando algumas técnicas, la na frente irá evitar muitos problemas e a multidisciplinaridade acaba tornando testadores em Cordenadores, Gerente de Projeto, Gerente de Teste, etc.
Quero lhe desejar Boas Festas e que Deus abençoe todos em sua familia, forte abraço.

-Oscar Correia

@Oscar-Correia Olá, beleza? É que ainda assim é meio confuso de juntar essa prática ágil com tantos “fragmentos” de cargos e/ou práticas waterfall. No texto parece que se fala muito em time, e em certo momento tu “fragmenta” (sobre o trecho) e mais adiante fala sobre empresas que prestam serviço para quem não usa metodolgias ágeis. Sei lá, pode ser apenas eu, mas achei toda estrutura bem confusa (e algumas coisas meio errôneas, na minha visão). Mas, acho que cada um tem a sua opinião. Boas festas para voce e sua família.

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@Ramses-Saccol-de-Almeida , se tiver mais duvidas, posso te exclarecer. Fui chamado para palestrar no Regional Scrum Gathering em cima deste artigo, se puder aparecer por lá, vou tentar gravar em video, ficará mais facil de entender.!!

@Oscar-Correia o Regional Scrum Gathering rio 2016 ainda está em call 4 papers (ao invés de convites, é por submissão de palestras…), não liberou a grade de palestrantes e também só em julho (falta 7 meses…)… você poderia tentar fazer um cast ou teaser do seu talk no youtube… ;)

Não sei qual Regional Scrum Gathering é esse, mas o nacional (no Rio de Janeiro) abre um período de Call4Papers (que está aberto até dia 30/12, inclusive) para pessoas da comunidade submeterem propostas de palestras, não funciona através de convites. As únicas pessoas convidadas para palestrar são figuras extremamente conhecidas, chamadas para apresentar keynotes, como o Mike Beedle (2014), Stephen Forte (2015) e o Paulo Caroli (2016).

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