DevQA: Um futuro para analistas de testes ?

Hoje, analistas de testes estão encarregados de planilhas de casos de testes, tabelas de rastreabilidade de fluxos, cruzamento de informações para geração de gráficos de densidade de defeitos, mas essas técnicas realmente diminuem a quantidade de bugs ou só mitigam que eles cheguem aos clientes?

Será que depois de um módulo de um sistema pronto, executado exaustivamente e manualmente os cenários várias e várias vezes, substituindo variáveis, caçando erros, explorando layout, validando mensagens, essa é a forma mais eficaz de diminuir bugs?

E ao final gerar um relatório de qualidade que relacione informações qualitativas e quantitativas dos erros encontrados e das melhorias sugestionadas, vai assegurar a satisfação ao final do ciclo de desenvolvimento? E a real qualidade ao fim de um ciclo de testes?

A troca dessas planilhas por ferramentas de gestão de casos de testes e outras de gestão de bugs, inconformidades e melhorias podem realmente otimizar as atividades?

A mudança de paradigma:

E ter uma especificação viva?
Será que poderíamos ter essa especificação viva? Compilável?

Dentro do desenvolvimento é utilizada uma linguagem pra especificar comportamento em um certo nível de abstração, será que seria possível ter uma linguagem pra especificar requisitos? Regras de negócio em um nível mais alto, ou seja, mais próximo possível da linguagem humana, mas com um teor formal?

Analisando o contexto das regiões no Brasil quanto aos analistas de testes, visto no ultimo hangout de testers (acesse aqui), uma grande tendência de analistas de testes fazerem parte da equipe de desenvolvimento, teríamos assim a criação de uma nova skill ? Poderia ser chamada de DevQA ?

Esse profissional, agora, além de ter skill analítico e crítico, precisa ter noções de lógica de programação e também de codificação, mesmo que para a escrita de simples scripts de testes de unidade. É necessário ter noções de banco de dados, webservices, builds e também integração contínua. Não se dando ao luxo de usar somente uma ferramenta de automação de testes funcionais, usando apenas o recording and play, pois sabe-se que o custo de manutenção é alto.

Um DevQA é um profissional que estimula a área de testes a ampliar seus conhecimentos, induz a sair da zona de conforto, onde antes tinha um trabalho quase que mecânico a ser feito e repetido ao longo do desenvolvimento de um sistema. Um DevQA tem a obrigação de reinventar suas atividades, de auxiliar a equipe em outras. Ser mais integrante e participativo.


Artigo publicado originalmente no portal O Tapioca e repostado em MihQueiroz.com.br

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Kamilla Queiróz

@Kamilla-Queiróz Olá, tudo bem?

Muito legal sua publicação. Eu acredito sim que os analistas de testes possam ter uma nova skill, principalmente com os conhecimentos que você citou. Isso com certeza fará com que o analista percorra outros caminhos e utilize de outros métodos para atingir seus objetivos diários.

O único ponto que me intriga e gostaria até de deixar em aberto é, será que esse ponto positivo não se tornaria ao mesmo tempo “negativo”? Um analista de teste com com foco em desenvolvimento poderia deixar certos pontos importantes nos testes de lado?

Até mais.

Att,
Renato Nunes

Opa @ronunes !!

Minha linha de pensamento vai no ponto onde o profissional de testes tem seu foco na qualidade do que está sendo desenvolvido e entregue e com isso ele vai “pilhar” na qualidade de todas as etapas. Ele vai ter um conhecimento um pouco mais generalista, mas não perderá (ou não deve perder) seu conhecimento e foco especializado.

O profissional de qualidade, assim como todos os demais membros da equipe precisam ter esse tipo de inquietação. Buscar o mais e sair da sua zona de conforto. Está realmente integrado a sua equipe de desenvolvimento e agregar maior valor.

A questão DevQA não deve ser mais uma nomenclatura ou especificação de título ou cargo e sim uma visão e um posicionamento.

:)

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Kamilla Queiróz

Entendi… Por ser novo na parte de teste este era um ponto que me chamava a atenção.

Obrigado pela sua opinião. :)

Att,
Renato Nunes

opa… eu acho que algumas empresas já usam e contratam profissionais com esse perfil… que chamam de SDET, software developer engineer in test (algumas colocam o D como design)… mas é esse perfil mesmo. Aqui na empresa que trabalho, se o testador vai trabalhar com automação, normalmente procuram um dev mesmo pra contratar, justamente pela falta de analistas de tests com background de desenvolvimento.
hoje trabalho dessa forma, bem próximo do time de desenvolvimento… da mesma forma descrita no artigo, e me ajuda muito ter experiência no perfil tradicional de testador, assim como desenvolvedor.

Salve @jpmusico !!

Isso, também já vi algumas empresas usarem tal denominação, todavia, vi pouco ainda, mas em empresas bem relevantes.
Quando comecei à estudar sobre, encontrei um material do Ávaro Sánchez-Mariscal, que abordava isso.

Segue para qualquer consulta:

Youtube Video

http://creately.com/diagram/example/hqke4sjr1/DevQA Workflow

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Kamilla Queiróz

-1

Acho que é uma tendencia do mercado conhecer mais de desenvolvimento, não somente por parte dos testadores, mas como dos analistas, agora é frequente a vaga analista desenvolvedor, meu ponto de vista que cada um tem a sua tendência forte, uns para analise e outras pra desenvolvimento, é sempre bom ter estes dois perfis no time, os dois se complementam. Acredito que todos os testadores tem que conhecer o mínimo de programação, não procurar se acomodar! No inicio eu tinha medo, mas metendo a cara e sempre insistindo consegui quebrar essa barreira.
Acredito que o testador que conhece programação é um profissional mais completo, não só programação como a parte de análise de sistema também.

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